Quando você conta uma história, por onde começa? O que escolhe mostrar? O que deixa de fora? E, se pudesse contar tudo — cada detalhe, cada versão, cada acontecimento — a história seria mais verdadeira?
Homero deixou o cavalo de Troia fora da Odisseia. Quase três mil anos depois, Christopher Nolan, em seu filme, decidiu começar justamente por ele. O que mudou?
Entre Homero, Nolan e a psicanálise, o ensaio “O cavalo que Homero não mostra”, de Felipe K. Massaro percorre as escolhas que fazem e refazem uma história, e encontra em Jorge Forbes uma chave para pensar o corte não apenas como aquilo que exclui, mas como aquilo que permite inventar.