02 de Dezembro de 2025 | Nº 281 |
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Psicanálise e IA não falam a mesma língua |
"Por volta da década de 1880, um médico vienense relata a Freud uma experiência curiosa: ao interrogar uma paciente segundo o modelo médico clássico — perguntas dirigidas, anamnese ordenada —, é interrompido por ela. Em vez de responder ao questionário, a paciente pede que o médico se cale. Diz que, se puder falar tudo o que lhe vem à cabeça, sem ser guiada nem interrompida, sente-se melhor.
Nesse pequeno gesto de insubordinação à medicina de perguntas e respostas, abre-se um desvio. Freud irá elevá-lo ao estatuto de regra: nasce a associação livre de ideias, a “regra fundamental” da psicanálise.
Mais de um século depois, outro tipo de “fala” contínua surge em cena: os grandes modelos de linguagem (LLMs), como os sistemas de inteligência artificial capazes de gerar textos longos, coerentes, em resposta a uma instrução mínima. À primeira vista, há uma semelhança: uma corrente de palavras que se produz “sozinha”, sem que um roteiro esteja previamente escrito."
No artigo "Psicanálise e IA não falam a mesma língua", Jorge Forbes examina a associação livre e a linguagem dos LLMs a partir da pergunta: o que faz com que uma circulação “livre” de palavras pare em um ponto e não em outro, produzindo sentido?
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O Divã de Cabeça para Baixo.
De 5 a 7 de dezembro, muito em breve, acontecem as Jornadas IPLA 2025, que contarão com a direção de Jorge Forbes e a participação de José Cláudio Securato, Laurent Alexandre, François Ansermet, François Leguil, Antônio Sérgio Pitombo, Pedro Doria e Renato Janine Ribeiro.
Você poderá acompanhar as principais conferências online, de qualquer lugar do mundo. |
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Enviado por IPLA - Instituto da Psicanálise Lacaniana Alameda Campinas, 1063 - São Paulo, São Paulo, Brasil
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