17 de setembro de 2021 | Nº 239
 

OU ISTO OU AQUILO?

Onde estão as coisas das quais falamos? Por séculos a Verdade parecia estar no seu devido lugar, na exata correspondência entre o enunciado e a realidade das coisas que proferimos. Dizer o verdadeiro, nos ensina Aristóteles, é "Dizer do que é que é e do que não é que não é".

O inconsciente, porém, escapa à verdade dos fatos. Freud nos mostra em A Denegação que o analisando, ao dizer "Você pergunta quem pode ser esta pessoa no sonho. Minha mãe não é". Corrigimos: "então é a mãe". Ou, como coloca o filósofo Jean Hyppolite, "Vou lhe dizer o que não sou, mas atenção, é precisamente isso que sou".

Após Freud, a verdade exata resvala de seu lugar e passa a ser atravessada por afetos.

  Ou isto ou aquilo?
Nesta edição:

O Filósofo e o Psicanalista

Em 1954, Jacques Lacan convida o filósofo Jean Hyppolite a apresentar sua leitura do texto Die Verneinung de Sigmund Freud. Através do texto de Dorothee Rüdiger vemos como Hyppolite parte dos exemplos da clínica freudiana para traçar um comentário sobre os mecanismos da verdade e a origem do pensamento. Leia no site.

Tempo de leitura 20 min
 

Natural é a mãe

Se Freud nos mostra que a sexualidade humana não é natural e nem se resume à nossa biologia, então porque o pai da psicanálise afirmou que "a anatomia é o destino"? Essa questão guia Fernanda Castro Bulle em seu trabalho de conclusão do primeiro semestre do Curso Fundamental do Corpo de Formação do IPLA. Leia no site.

Tempo de leitura 10 min
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