7 de maio de 2021 | Nº 232
 

As Palavras de Freud

Celebramos os 165 anos de Freud. Ele criou a psicanálise ao perceber que o humano possui um segundo corpo, além daquele estudado pela medicina. Um corpo cujas aflições e anseios não poderiam ser constatados por exames laboratoriais, nem capturados por imagens, mas que é tocado por palavras. "Na psicanálise, ai de nós, tudo é diferente. Nada acontece em um tratamento psicanalítico além de um intercâmbio de palavras entre o paciente e o analista", diz Freud.

A cada facho de luz lançado pelo avanço da ciência e das tecnologias nos deparamos com o que resiste a toda explicação: "tudo o que de mim captarem será sempre de um outro", diz Jorge Forbes. Nosso estranho, nosso mais íntimo, segue evasivo até a nós mesmos. Hoje, na clínica do real, não superamos a descoberta freudiana, mas nos deparamos com sua radicalidade: frente aos limites de tudo dizer, torna-se mais evidente o ressoar, a palavra que toca o corpo.

 

  Lacan 120 anos
Nesta edição:

O Eu é um Outro

Estamos sendo observados, vigiados por milhares de olhos. O que fazer frente a essa crescente ameaça de invasão da privacidade? Levantarmos muros que acabam nos aprisionando, ou descobrirmos que aquilo que capturam de mim não sou eu? É o que desenvolve Jorge Forbes nesse artigo para a revista HSM. Leia no site.

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Conferências Introdutórias à Psicanálise

Em 1916-1917 Sigmund Freud realizou em Viena as "Conferências Introdutórias à Psicanálise", apresentando para a comunidade médica e leigos interessados, como ele mesmo escreveu posteriormente, "o estágio inicial em que se encontrava então a jovem ciência." Leia a primeira dessas conferências, no site.

Tempo de leitura 20 min
A psicanálise de Fred a Lacan: A clínica em detalhes
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