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As Palavras de Freud
Celebramos os 165 anos de Freud. Ele criou a psicanálise ao perceber que o humano possui um segundo corpo, além daquele estudado pela medicina. Um corpo cujas aflições e anseios não poderiam ser constatados por exames laboratoriais, nem capturados por imagens, mas que é tocado por palavras. "Na psicanálise, ai de nós, tudo é diferente. Nada acontece em um tratamento psicanalítico além de um intercâmbio de palavras entre o paciente e o analista", diz Freud.
A cada facho de luz lançado pelo avanço da ciência e das tecnologias nos deparamos com o que resiste a toda explicação: "tudo o que de mim captarem será sempre de um outro", diz Jorge Forbes. Nosso estranho, nosso mais íntimo, segue evasivo até a nós mesmos. Hoje, na clínica do real, não superamos a descoberta freudiana, mas nos deparamos com sua radicalidade: frente aos limites de tudo dizer, torna-se mais evidente o ressoar, a palavra que toca o corpo.
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